A Receita Federal interditou na segunda-feira (18/05) dois grandes centros comerciais na região do Brás, em São Paulo, para investigar a comercialização de produtos falsificados e mercadorias sem documentação fiscal. A operação atinge aproximadamente duas mil lojas e deve se estender por pelo menos duas semanas.
Durante o período de interdição, auditores fiscais vão verificar a origem e a regularidade das mercadorias comercializadas nos estabelecimentos. A ação ocorreu de forma tranquila, com funcionários aguardando na calçada enquanto a fiscalização iniciava os trabalhos.
Foco em falsificação e produtos irregulares
Fernanda Avendanha, auditora fiscal da Receita Federal, explicou que a investigação prioriza itens falsificados relacionados ao universo esportivo. Segundo ela, o timing da operação considera a proximidade de eventos como a Copa do Mundo, período em que a comercialização de réplicas aumenta.
Além das falsificações, a fiscalização busca identificar produtos proibidos — como cigarros eletrônicos — e aparelhos eletrônicos que entraram no país sem passar pelos trâmites legais de importação. Esses itens costumam circular sem nota fiscal e representam concorrência desleal para o comércio regular.
Como funciona a liberação de mercadorias
Comercializantes que possuem nota fiscal e documentação que comprove a origem legal dos produtos poderão ter suas mercadorias liberadas durante a auditoria. A verificação acontece de forma gradual ao longo das duas semanas.
Já os itens sem comprovação de origem serão apreendidos pela Receita. Os lojistas terão a possibilidade de apresentar a documentação posteriormente para tentar reaver as mercadorias retidas.
Por que isso importa: A operação impacta diretamente o funcionamento de um dos principais polos comerciais de São Paulo, afetando tanto lojistas quanto consumidores que frequentam a região em busca de produtos mais baratos.
Posicionamento da Associação de Lojistas
Lauro Pimenta, vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), manifestou apoio à fiscalização. Ele destacou que a entidade não possui associados nos dois centros comerciais interditados.
Segundo Pimenta, a expectativa é que a ação estimule a competição justa no setor e fortaleça a indústria nacional de moda. A associação se posiciona contra a pirataria e defende que o combate à falsificação beneficia os comerciantes regulares.
A reportagem tentou contato com os dois centros comerciais interditados, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.




