Zema diz que espaço para conversa com Flávio Bolsonaro segue aberto

Ex-governador mineiro e pré-canditado à presidência da república afirma estar decepcionado com explicações sobre áudios trocados com Daniel Vorcaro, mas mantém diálogo com senador sem abrir mão de candidatura própria à Presidência

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante cerimônia de assinatura do novo acordo de repactuação da reparação dos danos da tragédia de Mariana (MG)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Romeu Zema afirmou que o espaço para uma conversa com o senador Flávio Bolsonaro continua aberto, apesar da decepção com as explicações dadas pelo parlamentar sobre os áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master.

A declaração foi dada em Brasília, após participação de Zema na Marcha em Defesa dos Municípios. Durante coletiva, o ex-governador afirmou que as justificativas apresentadas por Flávio Bolsonaro até agora “não foram convincentes” e disse que o Brasil “precisa de um presidente que passe credibilidade”.

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Zema também negou qualquer encontro oficial ou informal com Daniel Vorcaro e afirmou que o empresário buscava aproximação com pessoas que, segundo ele, dariam abertura política.

Ao ser questionado sobre uma eventual composição com Flávio Bolsonaro em uma disputa presidencial, Zema respondeu que “toda eleição é imprevisível”, mas reforçou que pretende manter candidatura própria até o fim. Ele também afirmou que deseja uma candidatura com pessoas “desimpedidas” e “ficha limpa”.

Durante a entrevista, Zema voltou a criticar o cenário econômico do país. Segundo ele, os juros altos dificultam o crescimento econômico e afetam diretamente famílias e empresas, já que grande parte da população depende de financiamento para consumir.

Na área trabalhista, o pré-candidato defendeu mudanças nas relações de trabalho e afirmou que “a CLT já deu o que tinha que dar”. Zema propôs a criação de um modelo alternativo de contratação por hora, mantendo o sistema atual, mas oferecendo outra opção de vínculo trabalhista.

O ex-governador também defendeu privatizações e criticou indicações políticas em estatais, citando a Petrobras. Segundo ele, empresas públicas mineiras cresceram durante sua gestão após a escolha de técnicos para cargos de direção.

  • Por Muryllo Hernandez

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