Presa na quinta-feira (21/05), a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra se emocionou durante a audiência de custódia. Ela é acusada de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). A detenção ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.
A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva. Além de Deolane, as investigações alcançaram Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado pela polícia como líder máximo do PCC, e integrantes de sua família.
Durante a audiência de custódia virtual realizada no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), ainda na quinta, Deolane disse ao juiz que estava no exercício da advocacia ao receber os depósitos. Ela afirmou que se tratava de um processo antigo, de 2019 e 2020, e que o valor de R$ 24 mil depositado em sua conta correspondia ao acompanhamento de um cliente cujo nome consta no próprio relatório policial.
A advogada Josimary Rocha, que representa Deolane, apresentou pedido de prisão domiciliar com base no fato de a cliente ser mãe de uma criança menor de 12 anos. A 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau manteve a prisão preventiva após a audiência.
Nesta sexta-feira (22/05), Deolane foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. O resultado do pedido de prisão domiciliar não havia sido divulgado até o fechamento desta reportagem.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, Deolane recebeu transferências bancárias de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, entre 2018 e 2021. Os investigadores identificam essa empresa como parte de um esquema montado pelo PCC para ocultar patrimônio por meio de terceiros e pessoas jurídicas.
O relatório final da polícia também aponta que Deolane acompanhou o processo de Diogenes Gomes Barros, identificado como integrante do PCC e pai de sua filha Valentina, de 9 anos. Diogenes havia saído da Penitenciária de Irapuru em dezembro de 2014. Conforme os investigadores, Deolane atuou no processo nos anos de 2019 e 2020.
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