O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, participou do Fórum Esfera e destacou a importância do debate sobre infraestrutura para o futuro do Brasil. Durante entrevista à TMC, Pomini também atualizou o andamento das obras do túnel Santos-Guarujá, considerado um dos principais projetos de mobilidade e logística do país.
Segundo o presidente, o Fórum Esfera tem papel importante ao reunir empresários, autoridades e representantes de diferentes correntes políticas em um ambiente de diálogo. “Nós falarmos sobre o Brasil do futuro e sobre infraestrutura adequada é extremamente importante para que a gente não erre sobre o aspecto da infraestrutura nacional”, afirmou.
Ao comentar o túnel Santos-Guarujá, Pomini disse que o projeto já está em fase avançada. De acordo com ele, o contrato foi assinado, a empresa responsável iniciou as sondagens de solo e os recursos necessários para a obra já começaram a ser mobilizados.
“O Porto de Santos já depositou os seus R$ 2,6 bilhões e o Governo do Estado apresentou sua carta de crédito. É um processo avançado, não tem mais retorno. Esse é um projeto de Estado e não de governo”, declarou.
A obra promete reduzir o tempo de travessia entre Santos e Guarujá. Atualmente, o deslocamento pode levar cerca de uma hora em horários de maior movimento. Com o túnel concluído, a estimativa é de que o percurso seja realizado em aproximadamente um minuto e meio.
Pomini também destacou os impactos logísticos e ambientais do projeto. Segundo ele, parte dos caminhões que chegam diariamente ao Porto de Santos precisa percorrer longas distâncias para acessar armazéns na outra margem do complexo portuário, aumentando custos e emissão de poluentes.
“Dos 20 mil caminhões que chegam todos os dias ao complexo portuário, cinco pegam produtos da margem direita, rodam 45 quilômetros para armazenarem no Guarujá, margem esquerda e emitem 70 mil toneladas de CO2 todos os anos”.
Durante a entrevista, o presidente reforçou ainda a relevância econômica do Porto de Santos para o país. Atualmente, cerca de 30% da corrente comercial brasileira passa pelo porto, que mantém conexão com aproximadamente 200 países e gera cerca de 50 mil empregos diretos e 150 mil indiretos.
“Nós não podemos errar com a projeção desse porto do futuro, com o túnel, canal aprofundado, as margens conectadas, bons acessos, tecnologia e transição energética”, concluiu.
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