Victor Shimada, empresário alvo de operação da PF, usou mais de 70 empresas para lavar dinheiro do tráfico

Victor Shimada, apontado pelos EUA como elo do PCC com traficantes internacionais, está foragido

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Quem é Victor Shimada, empresário procurado pela PF e suspeito de elo com o PCC
Reprodução redes sociais

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, principal alvo da Operação Exchage deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (03/07), é apontado como responsável por estruturar um esquema que envolveu mais de 70 empresas no processo de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. Ele permanece foragido.

A operação desencadeada pela PF com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa dedicada à lavagem de recursos oriundos do narcotráfico internacional.

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Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca, cumpridos em endereços distribuídos entre São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. No momento da última atualização desta reportagem, 7 prisões já haviam sido efetuadas.

Sanções dos EUA e acusações de lavagem

Dois dias antes do início da operação, na quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos inseriu Shimada e sua parente Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira em sua lista de sanções.

Leia mais: Quem é Stella Stefanie, presa pela PF e sancionada pelos EUA por suposto elo com o PCC

O governo Trump atribui a Shimada a lavagem de mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas praticadas em diversas cidades americanas.

As autoridades norte-americanas apontam que ele figura como sócio tanto da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda quanto da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, empresa sediada em Portugal.

O governo americano ainda identificou Shimada como peça fundamental na conexão entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Flórida e redes internacionais de tráfico de drogas. De acordo com Washington, o empresário recorreu a criptomoedas como instrumento para repatriar recursos à facção no Brasil.

Conforme o governo dos EUA, Stella Stefanie desempenhou múltiplas funções no esquema: além de secretária de Shimada, atuou na captação de grandes volumes de dinheiro em espécie e prestou suporte logístico às atividades de lavagem conduzidas pela organização. Ela foi detida durante a operação.

Leia mais: PF deflagra operação para apurar irregularidades na aplicação de emendas Pix

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