“A liderança de direita brasileira, que era Jair Bolsonaro, era um completo idiota” afirma Renan Santos 

O pré-candidato pelo partido Missão à Presidência, Renan Santos, fez duras críticas à direita brasileira e ao também pré-candidato, Flávio Bolsonaro

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(Foto: Esfera Brasil via Youtube)

O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, afirmou que pretende promover um amplo ajuste fiscal, reformar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal e endurecer o combate ao crime organizado no Brasil. 

Durante participação em debate mediado pela jornalista Dani Lima no evento Fórum Esfera, Renan disse que o país vive uma “crise de liderança” na direita e criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados e chamou o ex-presidente de idiota. 

Segundo ele, o bolsonarismo “nunca teve proposta para o Brasil” e parte da direita segue “na sombra” do ex-presidente. 

Em outra crítica ao bolsonarismo, o fundador do MBL também classificou o pré-candidato Flávio Bolsonaro como “escroque”. 

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De acordo com o pré-candidato pelo Missão, o futuro do país pode ser incrível e glorioso. “Em 30 anos, o Brasil tem que ser uma das cinco maiores nações do mundo. E eu estou propondo, junto com uma geração toda nova, um tipo de Brasil que vai poder enfrentar todos esses problemas e assim construir um grande futuro”, afirmou o Renan. 

Em relação a proposta para o governo brasileiro, Santos defendeu um ajuste fiscal baseado principalmente na redução de despesas públicas. Entre as propostas apresentadas, citou a desvinculação de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo. 

“O reajuste é feito na inflação. O que não dá para ter são gatilhos automáticos”, afirmou. 

O pré-candidato também defendeu uma nova reforma da Previdência e disse que o país precisa enfrentar medidas impopulares para recuperar a credibilidade fiscal e atrair investimentos.

“Judiciário tem que cumprir apenas o papel de guardião da constituição” 

Na área institucional, Renan propôs mudanças no funcionamento do STF. Entre elas, o fim das decisões monocráticas, a criação de filtros para reduzir o número de processos na Corte e a limitação do papel do Supremo ao controle constitucional. 

Ele também criticou o foro privilegiado e sugeriu a criação de uma corte específica formada por desembargadores com mandatos temporários. 

Ao comentar governabilidade, Renan afirmou que pretende construir maioria no Congresso por meio de alianças políticas, mas sem repetir práticas tradicionais do centrão. 

“O Brasil não pode ser tocado pelo centrão”, disse, acrescentando que aceitaria composições com partidos como PSD e MDB, desde que essa troca seja baseada em projetos. 

Na segurança pública, o fundador do MBL afirmou que pretende declarar “guerra ao crime organizado” e impedir a ocupação territorial por facções criminosas. 

Renan também mencionou a possibilidade de defender pena de morte no Brasil, embora tenha reconhecido que a medida exigiria uma nova Constituição. 

“Membro do PCC ou vive na cadeia ou morto apenas para a eternidade”, afirmou ao comentar ações contra o Primeiro Comando da Capital. 

O pré-candidato defendeu ainda um projeto de país baseado em crescimento econômico, reformas estruturais e renovação política. 

O Fórum Esfera chega à sua quinta edição, no litoral paulista, consolidado como um dos principais eventos de diálogo sobre os temas essenciais para o futuro do Brasil, reunindo os principais líderes, gestores públicos e autoridades para abordar questões estruturais indispensáveis para o crescimento sustentável do país.

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