Li Jiaying, de 43 anos e ex-policial de Hong Kong, entrou para a história neste domingo (24/05) ao decolar rumo à estação espacial Tiangong. Ela integra a tripulação da missão Shenzhou-23, que partiu às 12h08 (de Brasília), a bordo do foguete Longa Marcha 2F, lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. É a primeira vez que um astronauta nascido em Hong Kong vai ao espaço.
A tripulação tem ainda o comandante Zhu Yangzhu, de 39 anos e engenheiro aeroespacial, e Zhang Zhiyuan, também de 39 anos e ex-piloto da força aérea. As imagens do lançamento foram transmitidas pela CCTV, emissora estatal chinesa.
A novidade desta missão vai além da composição da equipe. Pela primeira vez, um dos três tripulantes ficará um ano na Tiangong — o dobro do período de seis meses que as equipes anteriores cumpriam antes de serem substituídas. Segundo a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), a escolha de qual astronauta permanecerá esse tempo extra será feita ao longo da missão, conforme o andamento das atividades.
Agenda científica e planos lunares
A Shenzhou-23 tem uma agenda densa de pesquisas. A equipe realizará experimentos nas áreas de ciências da vida, materiais, física de fluidos e medicina durante a permanência na Tiangong.
O voo de teste da espaçonave Mengzhou também está previsto para este ano, segundo a CMSA. No horizonte mais distante, a China quer erguer o primeiro segmento de uma base lunar habitada até 2035.
O programa espacial chinês acelerou nas últimas três décadas e investiu bilhões de dólares na área. O país pousou uma sonda no lado oculto da Lua em 2019 e levou um robô a Marte em 2021. Desde 2011, a China está excluída da Estação Espacial Internacional (ISS), o que impulsionou o desenvolvimento da Tiangong como alternativa própria — e hoje a coloca em rota de competição direta com a Nasa.
Leia mais: Trump diz que bloqueio ao Irã permanece até que acordo seja assinado




