As ações do Banco Inter acumulam queda de 19% na B3 nos últimos 30 dias. Um dos fatores apontados para o recuo é o custo com a remuneração dos executivos da instituição.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo“, um gestor — não identificado — trouxe à tona uma comparação que chamou atenção do mercado. O banco paga R$ 110 milhões por ano a seus executivos. Esse valor representa 8% do lucro líquido da empresa, que foi de R$ 1,4 bilhão.
Para dar dimensão ao problema, o gestor colocou o Inter ao lado do Mercado Livre. A empresa de tecnologia vale R$ 420 bilhões na bolsa — 42 vezes mais do que o Inter, avaliado em R$ 10 bilhões.
Mesmo sendo muito maior, o Mercado Livre paga R$ 150 milhões anuais a seus executivos. A diferença absoluta entre os dois é pequena. Mas, em proporção ao tamanho e ao lucro de cada empresa, o Inter destina uma fatia bem maior da sua geração de caixa para remunerar a gestão.
Na prática, isso significa que, para cada real que o banco gera de lucro, uma parcela maior vai para os executivos — e menos sobra para reinvestimento ou para o acionista.
A remuneração elevada em relação ao porte da empresa é um sinal que investidores costumam monitorar. Quando esse custo cresce sem que o valor da companhia acompanhe, o mercado tende a reagir negativamente.
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