A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (27/05), um plano para elevar em 20% a produção de óleo e gás do Polo Urucu, no Amazonas. A meta é atingida nos próximos cinco anos com a perfuração de 22 novos poços e um aporte de R$ 2,5 bilhões só em perfuração e conexão de poços.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou os detalhes do plano. Segundo ela, o polo já conta com cerca de 70 poços em operação e receberá mais 17 convencionais e cinco remotos. Conforme Chambriard, os poços exploratórios são a chave para descobrir novas jazidas e sustentar o crescimento da produção.
O Polo Urucu existe desde 1986 e hoje coloca o Amazonas na posição de terceiro maior produtor de gás do Brasil, com 13 milhões de metros cúbicos diários. O gás extraído ali abastece termelétricas responsáveis por 65% da energia consumida em Manaus e em cinco municípios vizinhos.
Além disso, a produção local gera 80 mil botijões de GLP (gás de cozinha) por dia, distribuídos para as regiões Norte e parte do Nordeste. Para o morador dessas regiões, o polo é, na prática, a principal fonte de energia elétrica e de gás doméstico.
O plano inclui ainda a construção de 40 quilômetros de linhas para conectar os novos poços à infraestrutura já existente. A Petrobras projeta que toda a expansão vai gerar 14 mil empregos na região, conforme informou Chambriard.
Investimento total e logística fluvial
O valor destinado ao Polo Urucu faz parte de um pacote maior. Segundo a Petrobras, o investimento total no Amazonas chegará a R$ 2,8 bilhões até 2030.
A Transpetro — subsidiária de logística da Petrobras — também entra no plano. A empresa encomendará 18 barcaças ao estaleiro Bertolini por R$ 303,5 milhões. Dez delas terão capacidade de 3 mil TPB (toneladas de porte bruto, medida de carga) e oito terão 2 mil TPB.
Além das barcaças, a Transpetro contratará 18 empurradores — embarcações que impulsionam as barcaças nos rios — por R$ 325,3 milhões, a serem construídos em Santa Catarina. Cada empurrador terá potência de 450 kW e autonomia para cinco dias de navegação contínua sem reabastecimento.
O presidente Lula participou do evento e defendeu a fabricação de embarcações no país. Tanto Lula quanto Chambriard destacaram a importância do transporte fluvial para a logística da região amazônica.




