Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) levantaram a possibilidade de uma chapa conjunta para as eleições de 2026. Desde a última terça-feira (26/05), o assunto ganhou força por um encontro entre ambos e, nesta quarta (27/05), o goiano elogiou o mineiro.
“Ele (Zema) é uma pessoa aberta. Estamos avaliando. Nesse momento, as duas candidaturas (Lula e Flávio Bolsonaro) estão em uma posição, que é preciso ter humildade para reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno”, disse Ronaldo Caiado em entrevista à Rádio Nova Difusora.
A pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra o tamanho do desafio. Lula aparece com 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 31%. Zema marca 3% e Caiado, 4%. Juntos, os dois somam menos de um décimo do que o presidente acumula sozinho.
É esse cenário que motiva as conversas. Integrantes do PSD, partido de Caiado, defendem que Zema ocupe a vaga de vice na chapa. Aliados do ex-governador mineiro, por sua vez, admitem nos bastidores que uma composição é possível, mas preferem aguardar o amadurecimento do quadro eleitoral antes de qualquer definição sobre quem encabeçaria o ticket.
Interesses comuns e resistências internas
Os dois pré-candidatos disputam o mesmo perfil de eleitor: contrário ao PT e resistente ao bolsonarismo. Uma aliança abriria caminho nos estados que ambos governaram e garantiria ao Novo acesso à estrutura partidária do PSD, com mais tempo de televisão no horário eleitoral gratuito.
Mas há obstáculos. Setores do Novo alinhados ao bolsonarismo resistem à aproximação com Caiado. Qualquer acordo formal também precisaria passar pelas convenções dos dois partidos. O prazo final para registro de chapas na Justiça Eleitoral está previsto para 15 de agosto.




