Em reunião realizada no Palácio do Planalto com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu os dados de desempenho recentes e os planos de investimentos futuros do setor automobilístico.
Durante o encontro, o chefe do Executivo ressaltou a relevância estratégica da indústria automotiva na composição do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro e relembrou o histórico de negociações trabalhistas que moldaram o segmento. Lula defendeu que o papel do Estado envolve a formulação de soluções conjuntas e integradas com a iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.
Para assegurar a continuidade do crescimento do mercado interno, o presidente apresentou três frentes de atuação imediata.
A primeira delas consiste na facilitação de crédito e na redução de juros, proposta que prevê o debate sobre as taxas vigentes e a readequação de margens de lucro e tributos entre o governo e a indústria.
A segunda medida foca na ampliação dos prazos de financiamento para patamares de 36 a 48 meses ou períodos superiores, com o objetivo de reduzir o valor das parcelas e viabilizar o acesso de consumidores de menor renda ao mercado de veículos 0km.
Por fim, o plano contempla o direcionamento de compras públicas por meio de programas governamentais para a aquisição e renovação de frotas, incluindo máquinas agrícolas pelo programa Mais Alimentos, ambulâncias do SAMU, ônibus escolares do programa Caminho da Escola e veículos adaptados.
Com a implementação dessas ações, a projeção do governo federal é fazer com que o mercado brasileiro retome o patamar histórico de 3 milhões de emplacamentos de veículos por ano. Como etapa seguinte a esse fortalecimento doméstico, o presidente indicou que a indústria nacional deve focar na expansão das exportações.
Segundo Lula, as matrizes das multinacionais instaladas no país devem centralizar o atendimento e as vendas para a América Latina e a África a partir das unidades de produção localizadas no Brasil. O presidente encerrou o pronunciamento garantindo que o governo participará diretamente da mediação de eventuais crises no setor produtivo, assegurando estabilidade para a continuidade dos investimentos.
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