O psiquiatra, professor e escritor Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu uma política externa baseada na reciprocidade e no fortalecimento da economia nacional durante entrevista ao TMC 360 nesta terça-feira (02/06).
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Ao comentar as relações entre Brasil e Estados Unidos, Cury afirmou que os dois países precisam manter uma parceria sólida, especialmente na área comercial, mas ressaltou que o relacionamento não deve ser marcado por subserviência.
“As relações têm que ser boas. Precisamos expandir nosso comércio”, afirmou. Para ele, o Brasil precisa avançar na agregação de valor à produção nacional. “Deveríamos ser o supermercado do mundo, e não apenas o celeiro do mundo”, disse.
O pré-candidato também avaliou os impactos de possíveis medidas tarifárias americanas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o país deve agir com reciprocidade diante de eventuais taxações. “Se eles nos taxarem, também temos que taxar. Não podemos ter uma relação de subserviência”, declarou.
Apesar da defesa de firmeza nas negociações, Cury destacou a importância de preservar o diálogo entre as duas nações. “Eles dependem também do Brasil. O que importa é a soberania nacional e um Brasil que soma”, afirmou.
Combate ao crime organizado
Na área da segurança pública, o pré-candidato defendeu uma reformulação da estratégia de enfrentamento às facções criminosas e criticou a falta de coordenação entre os órgãos de segurança.
“Pior que o crime organizado é um Estado desorganizado”, afirmou.
Segundo Cury, o combate ao avanço das organizações criminosas exige integração das polícias, investimento em tecnologia e valorização dos profissionais da segurança.
“As facções têm que ser combatidas com integração das polícias. Se não houver integração, tecnologia, inteligência artificial e melhores salários, será muito difícil enfrentar o crime organizado”, disse.
Economia e tecnologia
Cury também apresentou propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e à modernização da indústria brasileira. Ele defendeu a ampliação do cooperativismo, o fortalecimento da transformação industrial e a adoção de tecnologias ligadas à chamada Indústria 4.0.
“Temos que dobrar o número de cooperados para que os produtores rurais também possam processar sua matéria-prima e agregar valor à produção”, afirmou.
Para Cury, o país corre o risco de permanecer dependente da exportação de commodities caso não avance na industrialização e na inovação. “Se não tivermos uma economia distribuída e uma indústria mais robusta, vamos continuar sendo vendedores de matéria-prima”, avaliou.




