Nesta terça-feira (02/06), empresários e lideranças do setor de tecnologia se reuniram no Conecta TMC, em São Paulo (SP), para debater o impacto da Inteligência Artificial, da segurança de dados e das tecnologias verdes no futuro do mercado.
O segundo debate do evento jogou luz sobre os motores da transformação digital atual: Inteligência Artificial, Machine Learning, Blockchain e Nuvem. O painel trouxe a reflexão de como essas tecnologias estão redefinindo a eficiência operacional e o mercado de meios de pagamento, reunindo grandes nomes do ecossistema de inovação:
- Fábio Coelho, Presidente do Google Brasil e VP da Google Inc.;
- Frederico Succi, Vice-Presidente de Produtos e Inovação da Visa do Brasil;
- Carlos Netto, CEO & Co-Founder da Matera;
- Rodrigo Vidigal, Presidente da Motorola Brasil.
Durante o debate, Fábio Coelho destacou a democratização do acesso à tecnologia, lembrando que a Inteligência Artificial deixou de ser uma exclusividade corporativa: “A Inteligência Artificial existe há mais de dez anos e estava restrita a empresas. Agora, ela deixou de ser usada somente pelas companhias e está disponível para todo mundo. E o brasileiro abraçou isso”, afirmou o presidente do Google Brasil.
O Vice-Presidente de Produtos e Inovação da Visa do Brasil, Frederico Succi, afirmou que agora o Brasil está em momento-chave para investir em tecnologia. “Essa tecnologia não nasceu agora. Na Visa a gente pensa em soluções com inteligência artificial há mais de 40 anos. e agora temos que seguir curiosos, abraçar. É um caminho sem volta, precisamos inovar e acreditar que podemos fazer um uso bem positivo dessa tecnologia”.
A rápida capacidade de adoção da tecnologia pelo público brasileiro também foi um dos pontos centrais da discussão. Rodrigo Vidigal, presidente da Motorola Brasil, ressaltou o entusiasmo do país com as novidades tecnológicas, mas acendeu um alerta para a falta de conscientização sobre os riscos digitais.
“O brasileiro ama tecnologia e, para qualquer novidade, há uma adesão muito rápida. Temos uma velocidade de adoção muito grande, mas não há uma preocupação com a segurança. O usuário quer a melhor foto, a melhor tela, mas não tem essa preocupação hoje”, ponderou Vidigal.
Diante desse cenário de vulnerabilidade e da evolução constante das ameaças, o executivo reforçou que o ecossistema corporativo precisa assumir o protagonismo na proteção dos clientes.
“O crime cibernético se aproveita muito dessa ingenuidade, e as empresas têm que ter a responsabilidade de criar cada vez mais soluções e tecnologia. Nós não sabemos, estamos longe de saber onde estão os nossos dados. Por isso, é o nosso papel trazer soluções mais simples”, explicou.
Vidigal concluiu destacando o papel do país como polo de inovação em segurança: “Tudo o que a gente desenvolve de tecnologia e segurança no Brasil é exportado para o restante do mundo”.
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