Robôs autônomos começaram a limpar plataformas de estações do Metrô de São Paulo, e os números chamam atenção. De acordo com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela Linha 5-Lilás, cada operação de limpeza, que antes demandava três horas e meia, passou a ser concluída em 40 minutos. O consumo de água despencou de 980 litros para apenas 15 litros, uma redução de 98,47%.
Desde junho, dois equipamentos operam nas estações Santa Cruz, Campo Limpo e Capão Redondo. As atividades são realizadas fora do horário comercial, sem qualquer interferência na circulação de passageiros. A linha conta com 17 estações no total.
Expansão prevista até o fim do ano
A ViaMobilidade informou que os robôs devem ser adotados gradativamente em outros pontos da linha até o final de 2026. A concessionária não detalhou quais estações serão contempladas na próxima etapa.
A iniciativa não é inédita no transporte público paulista. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já havia testado um robô para orientação de passageiros na linha 7-Rubi no ano passado. Durante a pandemia de Covid-19, a companhia também usou robôs para descontaminação de vagões.
Tecnologia avança no setor ferroviário
O avanço tecnológico no setor ferroviário não se limita à limpeza. A MRS Logística, responsável por uma rede de 1.643 quilômetros de trilhos distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, passou a utilizar inteligência artificial em seus processos seletivos. A empresa afirma que a triagem de currículos ficou 60% mais ágil com a adoção da ferramenta.
A Estrada de Ferro Carajás foi alvo de um aporte de R$ 250 milhões por parte da Vale, destinado à expansão da cobertura 4G ao longo do trecho. Antes desse investimento, o sinal alcançava apenas 14% da extensão da ferrovia.




