*Colaborou Felipe Mendes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o maior emissor individual de gás carbônico do mundo. Sozinho, ele supera as emissões totais das cinco seleções favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026: Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha e França.
De acordo com o levantamento do Celebrity Private Jet Tracker, Trump lidera o ranking de emissões com 35.380 toneladas de CO₂e. Em comparação, as cinco seleções juntas emitirão 2.525 t CO₂e.
“Trump sozinho é 14 vezes mais poluente que as seleções favoritas somadas, mesmo considerando os piores cenários de deslocamento em 2026, com todas chegando à final. Ou seja, ele polui mais que 250 pessoas juntas”, afirma Rodrigo Tóffano, professor de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Goiás (UFG).
No caso específico do Brasil, a disparidade é ainda maior: Trump chega a ser 70 vezes mais poluente. Se a Seleção for eliminada na fase de grupos, o presidente emite 100 vezes mais gás carbônico do que todo o grupo. Caso os brasileiros levantem a taça, Trump ainda manterá um volume de emissão 77 vezes superior.
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Para se ter ideia do abismo climático, um cidadão brasileiro emite, em média, cerca de 2,5 toneladas de CO₂ por ano, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Em outras palavras, Trump polui em apenas um ano o que uma pessoa comum levaria mais de 14 mil anos para emitir.
O Celebrity Private Jet Tracker aponta que o comportamento é um padrão na elite global: nomes como o rapper Travis Scott (14.775 toneladas), os empresários Elon Musk (5.705) e Bill Gates (6.290) e a influenciadora Kim Kardashian (6.579) seguem a mesma cartilha de uso intenso de jatos privados.
Voo comercial ou voo particular: o que polui mais?
O professor Rodrigo Tóffano explica esse impacto por meio de uma analogia:
“Se eu dirijo um carro sozinho, que tem capacidade para cinco pessoas, todas as emissões do veículo são de minha responsabilidade. Por outro lado, se esse veículo transporta cinco passageiros, as emissões por quilômetro são divididas entre eles”, explica.
No caso da seleção brasileira, as emissões de CO₂ são diluídas por, aproximadamente, 91 pessoas. Além dos 26 jogadores — entre titulares e reservas —, mais de 60 profissionais compõem a comissão técnica, incluindo o técnico Carlo Ancelotti e seus auxiliares, equipe médica, preparadores físicos, analistas de desempenho, roupeiros, equipe de comunicação, seguranças, pessoal de logística e dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Uma delegação esportiva desse porte costuma fretar uma aeronave comercial para transportar dezenas de profissionais de uma só vez, diluindo a pegada de carbono. Em contrapartida, Trump voa em seu “Trump Force One”, um Boeing 757 que teria capacidade original para mais de 200 passageiros, mas foi reconfigurado com quartos, madeiras nobres e salas de jantar para transportar apenas ele, sua família e assessores.
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