Tarcísio isenta Flávio de culpa por tarifaço, mas diz que debate sobre urnas ‘não vai levar a nada’

Em evento na capital paulista, Tarcísio afirma que senador não tem responsabilidade pela sobretaxa americana e rejeita ampliar o debate sobre a segurança das eleições

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O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, participa da inauguração do novo estúdio da BandNews TV, evento realizado como parte das comemorações pelos 25 anos do canal, na sede do Grupo Bandeirantes de Comunicação, na região do Morumbi, zona sul da capital paulista, em 22/07/2026.
(Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (22) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não tem responsabilidade pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras, mas defendeu que o aliado abandone a discussão sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas por considerar que o tema “não vai levar a lugar nenhum”.

Durante evento em São Paulo, Tarcísio declarou que confia no sistema eletrônico de votação e disse que a prioridade do debate político deve ser a apresentação de propostas para o país.

“Eu confio nas urnas. Se não confiasse, eu não estaria disputando eleição. Foram as urnas que me trouxeram aqui. Acho que a gente tem que discutir projetos e sair dessa discussão que não vai levar a lugar nenhum”, afirmou.

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A declaração ocorre um dia após Flávio Bolsonaro questionar o sistema eleitoral brasileiro durante reunião com representantes diplomáticos de 42 países, em Brasília, quando pediu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições. As falas motivaram reações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma ação do PT na Justiça Eleitoral.

Ao comentar o tarifaço de 25% aplicado pelos Estados Unidos, Tarcísio afirmou que Flávio “não tem nada a ver” com a medida, apesar da proximidade política da família Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump.

Segundo o governador, o caminho para reduzir os impactos da sobretaxa passa pela negociação entre os governos e pelo diálogo direto das empresas com autoridades americanas, e não por medidas de retaliação.

“É uma questão de negociação, tanto empresarial quanto diplomática. Acho que o pessoal foi surpreendido com a investigação da Seção 301. Isso poderia ter sido antecipado”, disse.

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Tarcísio também afirmou que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica agravaria a situação, sem trazer benefícios ao Brasil. Para ele, a prioridade deve ser defender os interesses comerciais do país.

O governador ressaltou que São Paulo está entre os estados mais afetados pela tarifa, principalmente nos setores do agronegócio e de máquinas e equipamentos, embora parte dos produtos brasileiros tenha ficado fora da sobretaxa por integrar a lista de exceções.

Sobre o pacote de ajuda anunciado pelo governo federal para empresas prejudicadas, Tarcísio afirmou que o Estado acompanha os desdobramentos para definir medidas complementares. Entre as alternativas em estudo está a antecipação da liberação de créditos de ICMS para melhorar o fluxo de caixa das empresas atingidas.

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