Pré-candidato pelo partido Novo ao governo do Rio de Janeiro, o apresentador e humorista André Marinho destaca na sua campanha três bandeiras principais: segurança pública, renovação política e a união com o senador Flávio Bolsonaro, nome do PL à Presidência da República.
Marinho se apresenta como um “outsider” e tem explorado sua imagem, principalmente, nas redes sociais baseado nos chamados três Rs: Reset, Renovação e Ruptura. Aos 31 anos, exalta a juventude como um instrumento para atacar, segundo ele, “velhos nomes da política”, como Eduardo Paes – quem chama de “Eduardo Caos” – e o próprio pré-candidato do grupo político da família Bolsonaro, Douglas Ruas.
“É quase um Davi contra dois Golias, e os dois Golias anabolizados por dinheiro público. Todo tipo de apadrinhamento, loteamento, todo tipo de velha política, acordos espúrios. O cinismo, a dissimulação, a cara de pau do mitomaníaco Eduardo Caos, dele tentando se escorar na faxina ética sendo realizada pelo governador interino Ricardo Couto, quando ele fez, talvez, muito pior, durante 14 longos anos. Muito pior em escala, com vereadores, com todo tipo de acordo espúrio, com todo tipo de malversação de fundos públicos na estrutura da prefeitura. É o sujo falando do mal lavado do PL e toda essa estrutura que está posta aí”, criticou.
Ao falar sobre o governador interino do Estado, Ricardo Couto, que tem promovido uma limpa em cargos comissionados no Executivo, além da auditoria em contratos públicos, Marinho confidenciou detalhes do encontro particular que teve com o desembargador no Palácio Guanabara. Disse que foi uma conversa muito positiva e que Couto confessou que votaria nele para o governo estadual.
Apesar de falar em renovação, André Marinho conta com o grande apoio do senador Flávio Bolsonaro – quem, inclusive, admitiu que articulou no partido Novo para ele vir candidato no Rio de Janeiro -, além do principal nome da legenda, Romeu Zema.
André Marinho é filho do empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado e um dos principais apoiadores da campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018 – quando a relação entre as famílias passou a ser muito próxima. Depois de um distanciamento em 2021, em 2026 a aliança voltou às pazes.
Marinho minimizou a possível intenção de Flávio Bolsonaro em fortalecer opções na direita e enfraquecer Eduardo Paes, e exaltou a capacidade de mobilização do clã Bolsonaro.
“Eu não quero ter razão, eu quero ajudar a construir o futuro do Rio de Janeiro. A capacidade de mobilização popular que eles retêm até hoje é indiscutível. Para eu levar a cabo e realmente implementar todo o nosso plano de governo que está sendo arquitetado pelas mentes mais experimentadas, mais brilhantes, é mais do que necessário que haja um movimento para colocar um governo de direita em Brasília, no Palácio do Planalto, para que realmente a gente mude não só o vetor ideológico, mas também mude a mentalidade do governo. Acho que o Flávio tem mostrado uma maturidade, uma capacidade de articulação que se destaca ali dentre, talvez, os seus irmãos, e isso é uma virtude que ele tem”, pontuou.
Sobre segurança pública, o pré-candidato do Novo afirmou que será “o governador mais pró polícia da história do Rio” e destacou a determinação dos Estados Unidos para transformar o Comando Vermelho em organização terrorista.
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“É unânime para mim que eu ouço que, a partir desse momento, a ligação com o Departamento de Estado, FBI e CIA vai ampliar em muitos instrumentos para dar celeridade, rapidez e precisão, não só em lavagem de dinheiro, em fintechs. A gente fica refém de tentar matar o radinho do crime organizado, o aviãozinho, o frente ali que fica monitorando a boca de fumo, monitorando a comunidade, a raia miúda em detrimento dos chefões do crime que ou estão encastelados já na economia formal, nessa fronteira cada vez mais borrada entre a economia formal e a economia clandestina”, afirmou.
Marinho ainda ressaltou a articulação própria e de Flávio Bolsonaro com o governo norte-americano para a medida.
O pré-candidato também informou que o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel é um dos idealizadores do plano de governo na segurança.
Na pesquisa Quaest de abril, André Marinho ainda desempenha com apenas 1% das intenções de voto. Mas acredita que a candidatura ganhará tração quando a campanha começar de fato.




