O suspeito de estuprar uma criança de quatro anos nas dependências do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo, era um conhecido da família. Ele é sócio do clube e tem 74 anos.
Segundo o Boletim de Ocorrência, a menina de quatro anos foi estuprada num dos banheiros masculinos do clube na tarde da quarta-feira (10/06). Ela teria ficado lá dentro por cerca de 15 segundos.
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“A mãe da criança/vítima foi informada que por volta das 16h30 notou um desaparecimento breve de sua filha, tendo esta retornado da direção do banheiro masculino dizendo ‘é segredo, é segredo’, e contando que um homem denominado pela criança de ‘vovô’, a chamou para ir ao banheiro masculino e teria oferecido pipoca para ela”, aponta o B.O.
A mãe da vítima percebeu que houve o estupro da filha ao chegar em casa, à noite. A criança também contou que o “vovô colocou a mão lá”, apontando para a parte íntima.
“Prontamente retornaram ao clube e compareceram ao departamento médico. Antes da chegada da equipe, a criança foi atendida no departamento médico do clube que realizou o exame físico na criança”, diz o B.O.
Investigação
Em nota, a direção do Palmeiras diz que iniciou uma apuração interna e já afastou um associado suspeito. “Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis”, informou o clube.
O Palmeiras informou que reuniu imagens do sistema de monitoramento de câmeras e colocou o material à disposição da Justiça. E disse que acolheu a mãe e a criança após o episódio. “Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.”
“O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”
A SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo) segue investigando o caso.




