A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atualizou sua estimativa de reajuste tarifário e agora projeta alta média de 8,6% nas contas de luz até o fim deste ano. O dado foi divulgado pela agência nesta sexta-feira (12), na nova edição do boletim InfoTarifas, segundo informações da Agência iNFRA.
A revisão representa uma piora em relação ao número anterior. Em março, a Aneel havia estimado alta de 8%. O novo patamar supera as duas principais projeções de inflação para 2026: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), estimado em 4,9%, e o IGP-M (Índice Geral de Preços, Mercado), projetado em 5,8%.
Na prática, isso significa que a energia elétrica vai encarecer acima da inflação geral. Para uma família que paga R$ 300 por mês de luz, o reajuste de 8,6% representa um acréscimo de cerca de R$ 26 mensais, ou mais de R$ 300 ao longo do ano.
Por que a tarifa sobe
O principal fator por trás do reajuste é o crescimento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), de acordo com a Aneel. A CDE é um fundo setorial que financia subsídios e políticas públicas do setor elétrico, como descontos para consumidores de baixa renda e incentivos a fontes renováveis.
Quando os custos da CDE aumentam, as distribuidoras repassam esse valor às tarifas cobradas dos consumidores.
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Bilhões para reduzir o impacto
A projeção de 8,6% já considera um mecanismo de alívio tarifário. Segundo a Aneel, mais de R$ 5 bilhões em recursos provenientes da repactuação do UBP (Uso do Bem Público), valor pago por empresas que exploram usinas hidrelétricas, serão destinados à chamada modicidade tarifária, ou seja, à contenção do preço da energia.
Esses recursos vão beneficiar consumidores cativos de 22 distribuidoras. As regiões atendidas incluem o Norte, o Nordeste, o Mato Grosso, além de partes do Espírito Santo e de Minas Gerais.




