Márcio França diz que, se Lula pedir, aceitará ser vice de Haddad na disputa por SP

Em entrevista exclusiva à TMC, o político do PSB disse que está preocupado com o “risco São Paulo”

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ex-ministro Márcio França (PSB/SP) revelou nesta terça-feira (16/06) que aceitaria ser vice-governador na chapa de Fernando Haddad (PT) para o governo do Estado de São Paulo. Em entrevista exclusiva à TMC, o ex-governador ocuparia essa função na candidatura estadual se houver um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Provavelmente, eu vou dizer sim, claro”, afirmou França. “Quero apenas que me demonstrem que isso vai ajudar mais. Nas pesquisas que temos, quando aparece o meu nome para disputar o governo de São Paulo, eu tenho 19%, 20%. O Haddad tem 29%”, comparou. 

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“Na minha visão, existe o ‘risco São Paulo’. É um estado muito pesado eleitoralmente. Qualquer errinho aqui, que valha 10% dos votos, pode significar eventualmente a eleição presidencial. Então, o meu grande receio é a eleição de um turno só, Tarcísio contra Haddad. Neste caso, o Tarcísio sequer vai em debate.” 

“Corremos o risco de ter um segundo turno nacional com uma eleição onde já foi encerrada em São Paulo. Fica uma eleição perigosa. Foi assim que deu uma diferença grande em 2018. Na época, o Jair Bolsonaro venceu o Haddad por 7,5 milhões de diferença. Em 2022,  o Bolsonaro venceu em SP por 2,5 milhões. Esses cinco milhões fizeram toda a diferença nacionalmente, foram os votos responsáveis pela vitória do Lula.”

França reforçou que a decisão final sobre as candidaturas em São Paulo cabe a Lula. “O último pênalti da Copa do Mundo quem deve bater é o presidente do clube, da federação. O que temos como prioridade é a permanência do Lula e da democracia aqui no Brasil. É a prioridade número 1. O restante é consequência disso.”

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Disputa pelo Senado  

Cotado inicialmente para concorrer ao Senado nas eleições deste ano, França criticou os representantes atuais da casa. “O que é muito relevante mesmo é que São Paulo volte a ter senadores que as pessoas saibam quem são, que as pessoas consigam identificar nas ruas. Um Estado que já teve Montoro, FHC, Mario Covas… São Paulo vem perdendo posições no Brasil a cada instante. E, com a Reforma Tributária, isso vai se agravar.

O ex-governador fez referência ao lema oficial da cidade (“Não sou conduzido, conduzo”). “Cadê a força de São Paulo para liderar o Brasil, para conduzir? Era uma marca da gente. São Paulo sempre conduziu o Brasil, a famosa locomotiva do país. Hoje somos um vagão mal arrastado do Brasil. Não há mais em São Paulo uma condução das coisas brasileiras.”

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