O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a tribuna da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, para defender que nações com reservas de minerais críticos sejam incluídas nas etapas mais rentáveis da cadeia produtiva. O discurso foi proferido nesta terça-feira (16/06), segundo a Agência iNFRA.
O argumento central de Lula foi que deter as reservas não basta. Para o presidente, esses países precisam avançar na industrialização, receber tecnologia e desenvolver capacidades próprias. O Brasil está entre as nações com esse perfil de riqueza mineral.
Em suas palavras, conforme a Agência iNFRA, Lula afirmou que “os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais”.
O presidente também fez um alerta sobre o rumo das transições energética e digital, os dois grandes movimentos que impulsionam a demanda por minerais críticos no mundo. Segundo Lula, “as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”.
A crítica aponta para um risco recorrente: países ricos em recursos naturais exportam matéria-prima bruta e ficam fora dos lucros gerados pela transformação industrial. Lula defendeu que esse ciclo não se repita na nova economia de baixo carbono.
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O G7 reúne as sete maiores economias do mundo e mais países convidados. A reunião ampliada, realizada em Évian, abriu espaço para que líderes de outros países participassem dos debates, o que permitiu a presença de Lula.




