O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de tudo que o país produz), subiu 0,5% em abril ante março, já com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Brasil (BC) em 17 de junho de 2026.
O resultado representa uma virada em relação ao mês anterior. Em março, o IBC-Br havia recuado 0,2%. Antes disso, em fevereiro, o indicador tinha avançado 0,6%.
A indústria liderou o movimento de alta em abril, com crescimento de 0,4%. Os serviços também contribuíram, com avanço de 0,3% no período. A agropecuária ficou estável no mês.
Na comparação com abril do ano anterior, o IBC-Br cresceu 0,9%. No acumulado de 2026 até abril, sem ajuste sazonal, o indicador soma alta de 1,3%. Já nos 12 meses encerrados em abril, o avanço chega a 1,6%, conforme dados do BC.
Juros altos e ritmo moderado
Apesar da recuperação em abril, o cenário de fundo ainda pesa sobre a atividade. A taxa Selic, os juros básicos da economia, que encarecem crédito e financiamentos, está em 14,5% ao ano, patamar ainda elevado mesmo após redução recente, segundo o BC.
Juros mais altos tornam mais caro financiar um imóvel, um carro ou ampliar um negócio. Isso tende a frear o consumo e o investimento ao longo do tempo.
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O BC informou, na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fim de abril, que o hiato do produto, diferença entre o que a economia produz e o que ela poderia produzir no máximo, segue positivo. Esse dado indica que a economia ainda opera acima do seu potencial, o que o BC considera um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta” de 3%.
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025, conforme o BC. Para 2026, o mercado financeiro projeta expansão de 1,96% do PIB. Tanto o BC quanto o mercado financeiro esperam uma desaceleração da atividade ao longo de 2025 e 2026.




