O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que viajou para Lisboa, em Portugal, em um jatinho particular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo Motta, a viagem aconteceu em 2024, teve caráter corporativo e ele “não vê problema” na situação.
De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), além do voo, Vorcaro também teria pago a hospedagem de Hugo Motta em um hotel de luxo na capital portuguesa.
Mensagens obtidas pela PF mostram que Daniel Vorcaro estava preocupado em manter o encontro reservado. Em uma conversa com um funcionário responsável pela segurança, o empresário afirmou: “Pode ser o papa, que não pode entrar ninguém que não esteja na lista.” Na sequência, explicou que a preocupação era impedir a entrada de pessoas no andar onde aconteceria a reunião.
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As investigações apontam ainda que o encontro também contou com a presença do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, e fazem parte do inquérito que apura um suposto esquema fraudulento envolvendo o Banco Master.
Nesta semana, a Justiça rejeitou pela segunda vez o pedido de delação premiada apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a proposta não trouxe informações que ajudassem de forma efetiva nas investigações.
Ainda de acordo com a apuração, Vorcaro mantinha uma rede de influência em Brasília com políticos de diferentes partidos. Entre os nomes citados está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como um dos integrantes desse grupo de contatos.




