Duas eliminações seguidas na fase de grupos. Esse é o peso que a seleção alemã carrega desde 2018. Agora, com um elenco renovado e motivado, a Alemanha quer virar essa página de vez.
O meia Joshua Kimmich foi direto ao ponto ao falar sobre o grupo. Segundo ele, praticamente ninguém no atual elenco sabe o que é levantar um troféu. “Tirando o Manuel (Neuer), ninguém mais aqui ganhou nada ainda. Dá para perceber que existe uma fome especial de conquistar algo grande. Especialmente os jogadores mais jovens sabem valorizar a oportunidade de fazer parte deste grupo”, afirmou Kimmich.
O peso do passado
A última vez que a Alemanha foi tão longe quanto a fase de grupos e parou por lá foi em 1938. Depois disso, o país sempre avançou, até 2018, quando terminou como lanterna do grupo na Rússia, atrás de Suécia, México e Coreia do Sul.
Quatro anos depois, no Qatar em 2022, o roteiro se repetiu. A seleção ficou pelo caminho enquanto Japão e Espanha seguiram em frente. O tetracampeonato conquistado no Brasil em 2014 parecia cada vez mais distante.
Dez vitórias e um recado
O técnico Julian Nagelsmann parece ter encontrado o caminho. A equipe acumula dez vitórias consecutivas e chegou a esta fase com moral alta após golear Curaçao por 7 a 1.
Kimmich também analisou o clima dentro do grupo. “Depois de uma vitória, é normal que o ambiente seja visto de forma positiva, mas eu já considerava o grupo bastante empolgado antes. Nem todos os dias são flores, mas nos damos muito bem. Todos temos um objetivo em comum, e isso também traz uma energia positiva. No momento, as coisas estão funcionando muito bem. Estamos em uma sequência de dez vitórias e seguimos no caminho certo”, declarou o jogador.
O próximo teste vem no grupo E. A Costa do Marfim espera a Alemanha no sábado. A bola rola às 17h (horário de Brasília). O palco é o estádio de Toronto, no Canadá.




