Trump nega que EUA pagarão US$ 300 bilhões previstos em acordo de paz com o Irã

Memorando que encerrou a guerra entre os países inclui plano de desenvolvimento econômico e negociações sobre sanções, petróleo e programa nuclear

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega para participar de jantar oferecido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pela primeira-dama Brigitte Macron, em comemoração aos 250 anos da independência dos Estados Unidos, no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris
(Foto: Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters.)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18/06) que o governo americano não pretende desembolsar os US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) mencionados no acordo de paz assinado com o Irã um dia antes. O valor aparece em uma cláusula do memorando que prevê a criação de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o país do Oriente Médio.

Em publicação na rede Truth Social, Trump negou que os recursos sairão dos cofres dos Estados Unidos. “Não há nenhum pagamento de US$ 300 bilhões dos EUA ao Irã. Isso é notícia falsa”, escreveu o presidente. O texto do acordo, porém, estabelece que Washington trabalhará com parceiros regionais para elaborar um plano de investimentos de, no mínimo, esse valor, sem detalhar a origem dos recursos.

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O memorando foi assinado na quarta-feira (17/06) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian e marcou o encerramento formal da guerra iniciada em fevereiro entre os dois países. O documento reúne 14 pontos e serve como base para a negociação de um acordo definitivo nos próximos 60 dias.

Entre as principais medidas previstas estão o fim imediato das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo —, a suspensão gradual de sanções americanas contra o Irã e a liberação de ativos iranianos que estavam congelados no exterior.

O acordo também trata da questão nuclear. O Irã reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares, enquanto Washington e Teerã concordaram em discutir o destino do material enriquecido já existente sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Outro ponto importante prevê que os Estados Unidos autorizem novamente a comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos, além de facilitar operações financeiras ligadas ao setor energético.

Nesta quinta-feira, Trump também fez um apelo para que o cessar-fogo seja respeitado por todos os envolvidos no conflito. Em nova mensagem, o presidente declarou esperar um “cessar-fogo completo em todas as frentes”, incluindo o Líbano, o grupo Hezbollah e Israel, e pediu que os países da região mantenham o compromisso com as negociações.

Embora o memorando tenha encerrado oficialmente a guerra, os dois governos ainda terão de negociar os detalhes de um acordo permanente. A expectativa é que o texto final seja concluído em até 60 dias e posteriormente ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

Leia mais: Entenda o acordo entre EUA e Irã que encerra a guerra e reabre o Estreito de Ormuz

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