O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18/06) que o governo americano não pretende desembolsar os US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) mencionados no acordo de paz assinado com o Irã um dia antes. O valor aparece em uma cláusula do memorando que prevê a criação de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o país do Oriente Médio.
Em publicação na rede Truth Social, Trump negou que os recursos sairão dos cofres dos Estados Unidos. “Não há nenhum pagamento de US$ 300 bilhões dos EUA ao Irã. Isso é notícia falsa”, escreveu o presidente. O texto do acordo, porém, estabelece que Washington trabalhará com parceiros regionais para elaborar um plano de investimentos de, no mínimo, esse valor, sem detalhar a origem dos recursos.
O memorando foi assinado na quarta-feira (17/06) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian e marcou o encerramento formal da guerra iniciada em fevereiro entre os dois países. O documento reúne 14 pontos e serve como base para a negociação de um acordo definitivo nos próximos 60 dias.
Entre as principais medidas previstas estão o fim imediato das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo —, a suspensão gradual de sanções americanas contra o Irã e a liberação de ativos iranianos que estavam congelados no exterior.
O acordo também trata da questão nuclear. O Irã reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares, enquanto Washington e Teerã concordaram em discutir o destino do material enriquecido já existente sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Outro ponto importante prevê que os Estados Unidos autorizem novamente a comercialização de petróleo e produtos petroquímicos iranianos, além de facilitar operações financeiras ligadas ao setor energético.
Nesta quinta-feira, Trump também fez um apelo para que o cessar-fogo seja respeitado por todos os envolvidos no conflito. Em nova mensagem, o presidente declarou esperar um “cessar-fogo completo em todas as frentes”, incluindo o Líbano, o grupo Hezbollah e Israel, e pediu que os países da região mantenham o compromisso com as negociações.
Embora o memorando tenha encerrado oficialmente a guerra, os dois governos ainda terão de negociar os detalhes de um acordo permanente. A expectativa é que o texto final seja concluído em até 60 dias e posteriormente ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.
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