Dois adolescentes abriram fogo dentro de uma sala de aula na San Jose National High School, em Tacloban, nas Filipinas, na segunda-feira. O ataque matou três estudantes e feriu outras sete pessoas, três por disparos e quatro em pânico durante a fuga.
Os suspeitos têm 14 e 15 anos, segundo a Polícia Nacional das Filipinas. Um foi preso logo após o tiroteio. O outro se entregou às autoridades posteriormente.
Investigadores da Polícia Nacional acreditam que a motivação foi vingança por bullying escolar. Trata-se, porém, de uma hipótese ainda em apuração, não de um fato confirmado.
O Coronel Allen Rae Co, porta-voz da polícia nacional, informou que cerca de 40 cartuchos vazios foram recolhidos na cena. As armas usadas foram um revólver.38 e uma pistola 9mm. A pistola pertencia a uma policial mulher parente de um dos suspeitos. Ela foi colocada em custódia.
Segundo o Coronel Co, investigadores também encontraram vídeos violentos nas redes sociais de um dos suspeitos, nos quais ele aparecia disparando uma arma. Conforme Co, “Isso é claramente um sinal de alerta, não estamos culpando ninguém, mas se alguém tivesse conseguido monitorar esses sinais, isso poderia ter sido evitado.”
Evalyn Diaz, policial de Tacloban, confirmou que este é o primeiro tiroteio escolar em memória recente na cidade, que tem cerca de 250.000 habitantes, segundo a BBC News.
A porta-voz do presidente Ferdinand Marcos, Claire Castro, disse que o presidente ficou “fiquei triste com o que aconteceu.” e pediu orações pelas vítimas e famílias.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, a superintendente da Divisão Escolar de Tacloban do Departamento de Educação (DepEd), Sherlita Palma, expressou o profundo pesar da instituição pelo incidente que resultou na morte de três estudantes e deixou outros sete feridos. Os dois suspeitos foram presos.
“Estendemos nossos mais sinceros sentimentos e orações às vítimas, suas famílias e a toda a comunidade escolar neste momento difícil”, disse Palma.
Revisão de protocolos
O Ministério da Educação das Filipinas anunciou que vai revisar os protocolos de segurança escolar, as políticas de combate ao bullying e os sistemas de monitoramento comportamental.
Tiroteios escolares são extremamente raros nas Filipinas, embora a violência armada não seja incomum no país. A Polícia Nacional registrou 5.000 casos de violência armada em 2024, segundo dados da própria corporação.




