O Rio de Janeiro assume o primeiro passo para se tornar um polo de tecnologia artificial na América Latina. Ele foi dado pela prefeitura e pela Elea Data Centers, que confirmaram um investimento de US$550 milhões de dólares na infraestrutura digital que vai implementar o Rio AI City, um complexo de data centers e inteligência artificial na região do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.
O acordo intermediado pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) garante uma cooperação de 36 meses, que prevê as fases necessárias para botar o projeto em prática, como estudos técnicos, mobilização de recursos e atração de novos parceiros. Até ser concluído, a previsão de investimentos ao longo dos próximos 10 anos é de US$65 bilhões.
Durante entrevista para o programa da TMC A Cidade é Sua, Fernanda Belchior, diretora de Vendas & Marketing da Elea Data Centers, explica que um data center é o local físico onde os servidores das nuvens de armazenamento virtual estão alocadas.
O Rio de Janeiro une as características que são necessárias para trazer esse projeto para um grande centro urbano, como a infraestrutura das olimpíadas desativada, disponibilidade de energia, conectividade internacional e a recepção dos cabos submarinos. Fernanda também aproveita para esclarecer que, como o Brasil tem uma matriz energética majoritariamente renovável, a água utilizada pelos data centers brasileiros é reutilizada e tratada, evitando desperdícios.
“Ninguém faz nada sozinho, a gente precisa trabalhar como ecossistema”, explica Fernanda. A articulação com a iniciativa pública é importante para preparar a cidade para receber essas tecnologias. A expectativa é de que um polo de inteligência artificial como a Rio AI City gere 10 mil empregos de alto valor, além de trabalhos na construção dos data centers, empresas de serviço na região e impulsionar a capacitação de pessoas.
A diretora também conta que a capacidade tecnológica do polo é equiparada a todo o potencial de São Paulo. “A inovação se tornou uma peça primordial, a gente não consegue falar de economia e de negócio se não estiver falando de tecnologia”, finaliza Fernanda ao afirmar que a demanda de inteligência artificial está em crescimento constante, com a democratização e variedade de modelos de inteligência artificial.



