Jair Bolsonaro respondeu a perguntas da Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23/06), sobre uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em seu nome. A arma havia sido apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em 15 de junho. O depoimento aconteceu na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, a oitiva durou cerca de cinco minutos. Cunha Bueno afirmou que Bolsonaro esclareceu todas as questões levantadas pelos investigadores.
O que diz a defesa
A defesa de Bolsonaro sustenta que o ex-presidente pediu ajuda a um militar de sua equipe de segurança para consertar a arma, que apresentava falha de funcionamento. O militar identificado é o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, com experiência em manutenção de armamento. Em depoimento à polícia, o militar afirmou que “levava a pistola para manutenção e que ela seria devolvida ao ex-presidente”.
A defesa também argumenta que integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma, peça interna necessária para o disparo, sem que Bolsonaro soubesse. Na prática, isso significa que a arma estava inutilizada no momento da apreensão, segundo a versão apresentada pelos advogados.
O que aponta a investigação
A pistola foi localizada em um veículo a cerca de 33 quilômetros da residência onde Bolsonaro está preso. No momento da apreensão, a arma não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento obrigatório que comprova a regularidade do porte e da posse perante o Exército. A ausência do CRAF motivou a abertura do inquérito pela Polícia Civil.
A investigação ainda não foi concluída. A Polícia Civil deve ouvir o segurança e aguarda o resultado de um laudo técnico sobre o objeto apreendido.
Prazo da prisão domiciliar
O prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar de Bolsonaro termina na quinta-feira (25/06). A decisão sobre eventual renovação ou encerramento da medida cabe ao ministro Alexandre de Moraes.
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