Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro devem entrar em greve a partir da meia-noite de segunda-feira (29/06), caso não haja avanço nas negociações salariais com as empresas de transporte. A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários após a falta de uma nova proposta por parte do Rio Ônibus e dos consórcios que operam o sistema na cidade.
Segundo o sindicato, um ofício foi encaminhado nesta quarta-feira à Prefeitura do Rio, ao Rio Ônibus, aos consórcios de transporte e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), informando o prazo legal de 72 horas para início da greve.
A última proposta apresentada pelas empresas prevê reajuste salarial de 4,39%, equivalente à inflação acumulada, com aumento médio de R$ 150 a R$ 180 nos salários, além de reajuste do auxílio-alimentação de R$ 660 para R$ 689.
O sindicato considera a oferta insuficiente e mantém uma pauta mais ampla de reivindicações, que inclui salários de até R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados, vale-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no regime 5×2, fim de contratos temporários e melhorias em benefícios como planos de saúde.
Antes da possível paralisação, a categoria deve realizar uma assembleia geral no domingo (28), às 18h, na sede do sindicato, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. A reunião vai ratificar ou não a decisão de deflagrar a greve.
Em nota, o Rio Ônibus informou que continua em negociações com o sindicato visando o fechamento de um acordo. A Prefeitura do Rio e a Mobi-Rio ainda não se manifestaram sobre o recebimento do ofício nem sobre a possibilidade de um acordo. O Ministério Público do Trabalho também não se pronunciou até o momento sobre o recebimento do documento e eventuais desdobramentos.




