Dois terremotos sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24/6), com magnitudes de 7,2 e 7,5. Os epicentros ficavam a apenas 5 km de distância um do outro. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou 164 mortes e quase mil feridos até o momento.
Rodríguez decretou estado de emergência nacional após os sismos. As zonas mais atingidas foram Caracas, Miranda e La Guaira.
Projeção alarmante do USGS
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou uma avaliação preliminar com números preocupantes. Segundo o órgão, o total de mortos pode chegar entre 10 mil e 100 mil pessoas. O USGS afirmou que “é provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos e que o desastre seja generalizado”.
A diferença entre os números oficiais e a projeção americana reflete o estágio inicial dos resgates. Muitas áreas ainda não foram acessadas pelas equipes de socorro.
São Paulo se coloca à disposição
Em nota, o Governo do Estado de São Paulo informou que, por determinação do governador Tarcísio de Freitas, colocou sua estrutura à disposição das autoridades venezuelanas para prestar apoio, caso haja solicitação oficial.
Segundo o comunicado, o Estado poderá disponibilizar apoio técnico especializado, com profissionais do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além de equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, conforme as necessidades identificadas.
A nota acrescenta que o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, mantém contato com o Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil (Congepdec) para avaliar, de forma integrada, um eventual plano nacional de apoio humanitário à população venezuelana.
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