Esmaeil Qaani, chefe da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana, fez uma ameaça direta a Israel nesta quinta-feira (25/06). “Se Israel não se retirar voluntariamente do sul do Líbano hoje será forçado a fugir derrotado amanhã”, afirmou a autoridade, de acordo com a mídia estatal do Irã.
A declaração veio um dia depois de o ministro da Defesa israelense anunciar que as tropas do país não deixarão a região, mesmo diante de pressão dos Estados Unidos.
O impasse ocorre com o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah em vigor há quase uma semana. A trégua, porém, já registra tensões. Na terça-feira (23/06), militares israelenses atingiram e mataram duas pessoas no sul do Líbano.
O Exército israelense confirmou o ataque, afirmando ter atingido terroristas armados na região de Nabatieh que representavam ameaça iminente. O Hezbollah acusou Israel de violar o acordo. A ação foi a primeira reivindicada por Israel desde o domingo anterior.
Zona-tampão no centro do conflito
No mesmo dia, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu publicou um vídeo na rede social X com a frase: “Não me renderei”. A postagem reforçou a posição do governo israelense de manter presença militar na faixa de 10 km que separa os dois países, a chamada zona-tampão.
Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou à agência Reuters, sob anonimato, que Israel recuou de parte dessa zona em “uma demonstração significativa de boa fé para com o governo legítimo” do país. Autoridades israelenses e libanesas, porém, negaram a informação, também segundo a Reuters.
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Apesar do impasse público, fontes ouvidas pela Reuters indicam que Israel e Líbano negociam um projeto piloto para a transferência de controle territorial no sul do Líbano. As conversas contam com apoio dos Estados Unidos. Os detalhes do projeto não foram divulgados.




