O Irã lançou mísseis contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein após as Forças Armadas americanas bombardearem alvos iranianos na madrugada de sábado (27). A troca de ataques ocorre dez dias depois da assinatura de um cessar-fogo que previa o “encerramento imediato e permanente das operações militares” entre os dois países.
Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, os bombardeios foram realizados por ordem do presidente Donald Trump e atingiram múltiplos alvos no território iraniano. A ação foi descrita como resposta a um ataque com drones que o Irã executou contra um navio cargueiro no Estreito de Ormuz na quinta-feira anterior.
Resposta iraniana
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que a Marinha e a Força Aérea do país conduziram operações militares conjuntas após os bombardeios americanos. O órgão também anunciou ataques com mísseis contra as bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein.
Em comunicado, a Guarda declarou: “Violar o cessar-fogo é contrário à Cláusula 1 do Memorando de Entendimento de Islamabad e resultará na completa paralisação de todos os processos diplomáticos”, segundo a Press TV.
No Bahrein, sirenes de alerta dispararam e autoridades pediram à população que buscasse abrigo, conforme informou o The New York Times. O Exército do Kuwait declarou estar respondendo a ameaças hostis envolvendo mísseis e drones. Autoridades americanas informaram à Reuters que não há relatos de baixas entre militares dos EUA nem de danos graves às instalações.
Trump ameaça e acusa violação do acordo
Na noite de sábado, Trump usou o TruthSocial para acusar o Irã de descumprir o cessar-fogo. Em publicação, o Exército americano já havia afirmado que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo”, mas optou por não fazê-lo após forças iranianas atacarem um navio próximo ao Estreito de Ormuz.
Trump também fez uma advertência direta ao governo iraniano. Conforme publicado em sua conta, ele afirmou: “É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”
O cessar-fogo havia sido assinado há dez dias e estabelecia o fim imediato e permanente das operações militares entre os dois lados.




