A Venezuela contabilizou 1.430 mortos, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados após dois terremotos de grande magnitude, conforme balanço divulgado pelo governo venezuelano na sexta-feira (26/6). O aeroporto internacional de Caracas foi fechado após os abalos.
Os dois tremores ocorreram com intervalo de menos de um minuto. O primeiro registrou magnitude 7,2 e o segundo, 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os epicentros ficaram a apenas 5 quilômetros de distância um do outro. O tremor mais intenso teve epicentro em El Guayabo, a 168 km de Caracas.
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Destruição e resgate
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, informou que 383 edifícios foram totalmente derrubados ou sofreram danos graves. Mais de uma centena de pessoas ainda estava presa nos escombros no momento do balanço.
A baixa profundidade dos abalos contribuiu para o alto grau de destruição registrado. Réplicas foram sentidas em cidades costeiras próximas a Caracas.
A resposta internacional foi rápida. Segundo Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela: “Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos”.
Dimensão do desastre
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela e irmã de Jorge Rodríguez, anunciou em pronunciamento na televisão estatal durante a madrugada que 10 países adicionais se juntarão aos esforços de resgate. Ela também informou que 14.000 militares e policiais foram mobilizados para atuar em La Guaira.
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A dimensão real do desastre pode ser ainda maior. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o USGS estimam que “Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos”, segundo o órgão em nota. Somente em Caracas, esse número pode chegar a 2 milhões, segundo as mesmas fontes. O USGS também avalia que o total de mortos pode superar 10 mil.




