Estados Unidos e Irã chegaram a um novo entendimento para interromper os ataques no Golfo Pérsico e retomar as negociações diplomáticas, em uma tentativa de preservar o acordo de paz provisório que havia sido abalado pelos confrontos registrados nos últimos dias.
Representantes dos dois países devem se reunir na próxima terça-feira (30/06), em Doha, no Catar, para discutir os próximos passos das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Dias conturbados
O novo acordo ocorre após uma sequência de ataques e represálias que interromperam a trégua firmada em 17 de junho. O aumento da tensão começou, segundo afirmações dos Estados Unidos, depois que um projétil iraniano atingiu um navio de carga na região do Estreito de Ormuz. Desde então, Washington e Teerã passaram a trocar acusações de descumprimento do cessar-fogo.
Na manhã deste domingo, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, em resposta às recentes operações americanas na região. Pouco antes dos ataques, o presidente Donald Trump havia endurecido o discurso contra o governo iraniano e ameaçado novas ações caso o acordo não fosse respeitado.
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Risco de rompimento do diálogo
Enquanto Estados Unidos e Irã tentam restabelecer o diálogo, Israel manteve operações militares contra alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano. O governo israelense informou que destruiu estruturas subterrâneas utilizadas pelo grupo armado apoiado por Teerã.
As ações israelenses aumentam a preocupação sobre a estabilidade do acordo, já que o fim das operações militares no Líbano integra os compromissos previstos no memorando de paz firmado entre Washington e Teerã. O governo iraniano já indicou que a continuidade dos ataques pode comprometer o cumprimento do entendimento firmado com os Estados Unidos.
O acordo provisório, composto por 14 pontos, busca interromper os combates iniciados no fim de fevereiro, restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz e permitir a continuidade das negociações sobre temas como o programa nuclear iraniano.
Apesar do novo compromisso entre as partes, o cenário ainda é considerado delicado, e a continuidade das operações militares na região pode colocar em risco o processo diplomático e a manutenção do cessar-fogo temporário.
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