O número de mortos pelos terremotos na Venezuela subiu para 1.450, segundo balanço divulgado neste domingo (28/06) pelo Presidente do Parlamento, Rodríguez. O dado anterior, informado no sábado (28/06), era de 1.430 vítimas fatais.
Além dos mortos, 189 prédios desabaram, conforme Rodríguez. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas.
Dimensão da catástrofe
“Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos”, afirmou a ONU em nota. Só em Caracas, a estimativa é de 2 milhões de afetados.
Os dois terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo. As magnitudes foram de 7,2 e 7,5 na escala Richter. O epicentro do tremor mais intenso foi registrado em El Guayabo, a 168 km da capital. Os dois pontos de origem ficaram a apenas 5 quilômetros um do outro.
Corrida contra o tempo
Especialistas alertam que as chances de encontrar sobreviventes caem de forma acentuada entre 48 e 72 horas após o desastre. A pressão sobre as equipes de resgate é crescente.
O governo venezuelano informou que mais de 1.600 socorristas estrangeiros já desembarcaram no país. Segundo Oliver Blanco, do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela: “Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos”.
Um avião da Força Aérea Brasileira chegou ao país com médicos, cães farejadores e equipamentos. O governo também anunciou que dois aviões adicionais com ajuda humanitária devem decolar neste sábado.
Operação em terra
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou, durante a madrugada, que 14.000 militares e policiais estavam posicionados em La Guaira. Ela também disse que outros 10 países devem se juntar aos esforços de resgate.
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado. Já o Aeroporto de Valencia foi reaberto para operações.
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