Número de vítimas dos terremotos na Venezuela sobe para 1.719

Mais de 5 mil pessoas ficaram feridas, quase 16 mil estão desabrigadas e a ONU estima que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas

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Integrantes do 7º Regimento de Formação e Intervenção da Segurança Civil da França realizam uma vistoria em um prédio danificado em Catia La Mar, no estado de La Guaira, Venezuela, em 29/06/2026. As esperanças de encontrar sobreviventes diminuíam mais de quatro dias após os fortes terremotos que atingiram o país, enquanto aumentava a frustração de moradores com a resposta do governo ao desastre, que deixou ao menos 1.450 mortos e dezenas de milhares de desaparecidos.
(Foto: Miguel Medina/Pool via Reuters)

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.719, segundo balanço divulgado pelo governo às 15h desta segunda-feira (29). De acordo com as autoridades, 5.034 pessoas ficaram feridas, 15.866 estão desabrigadas e mais de 22,6 mil receberam atendimento hospitalar em decorrência da tragédia. O balanço é provisório e pode aumentar à medida que as equipes avançam nas buscas.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em sequência e foram os mais intensos registrados no país em mais de um século. Os tremores provocaram o desabamento de edifícios, destruíram bairros inteiros e deixaram um rastro de destruição, principalmente em La Guaira, além de áreas de Caracas e Maiquetía.

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Segundo estimativa da Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos. A entidade também estima que até 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas, o que indica que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.

As equipes de resgate continuam trabalhando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros. Apesar de especialistas apontarem que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem significativamente após as primeiras 72 horas de um desastre, os socorristas ainda conseguiram resgatar sobreviventes nos últimos dias.

Os trabalhos têm sido dificultados pela grande quantidade de destroços, pelo calor e pelos sucessivos tremores secundários. Além disso, moradores de algumas das regiões mais atingidas relatam demora na chegada da ajuda oficial e afirmam que voluntários assumiram parte das operações de socorro.

Novo tremor aumenta preocupação

Na manhã desta segunda-feira, um novo terremoto de magnitude 4,6 foi registrado próximo a Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Autoridades venezuelanas informaram que não houve registro imediato de novos danos.

Desde o terremoto principal, o país vem registrando diversas réplicas, mantendo o risco de novos desabamentos e dificultando as operações de resgate.

Segundo o governo venezuelano, 24 países enviaram ajuda humanitária, incluindo equipes especializadas em resgate, cães farejadores e centenas de toneladas de suprimentos para apoiar os trabalhos nas áreas mais afetadas.

Leia mais: Como mãe e bebê de 18 dias sobreviveram 30 horas sob escombros na Venezuela

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