A França confirmou seu primeiro caso de ebola. O paciente é um médico que retornou de uma missão humanitária na República Democrática do Congo e está em estado estável, segundo comunicado oficial francês.
O profissional foi encaminhado a um hospital de referência e permanece isolado desde a chegada ao território francês. Uma investigação epidemiológica está em andamento para mapear possíveis contatos.
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Isolamento e monitoramento
As pessoas identificadas como contatos do médico deverão cumprir 21 dias de isolamento domiciliar com monitoramento contínuo. O prazo segue o intervalo máximo entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, que varia de dois a 21 dias, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O comunicado oficial francês avalia que o risco para a população europeia em geral é baixo.
O surto no Congo e o histórico da doença
Enquanto isso, o surto em curso na República Democrática do Congo já infectou mais de 1.000 pessoas e causou 267 mortes, de acordo com a OMS. O órgão aponta que esse episódio registra o maior número de casos confirmados no primeiro mês de ocorrência.
A OMS classifica o ebola como uma doença rara, mas grave em humanos, com taxa média de letalidade de 50%. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, no Sudão e no Congo. O surto mais grave da história ocorreu entre 2014 e 2016, na África Ocidental.
Vacinas e tratamento
Existem duas vacinas aprovadas contra o ebola: Ervebo e Zabdeno/Mvabea. Nenhuma delas, porém, é eficaz contra a variante Bundibugyo, presente no surto atual do Congo.
Para essa variante, o Congo aguarda o envio de uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford. No campo do tratamento, a OMS recomenda o uso dos anticorpos monoclonais mAb114 ou REGN-EB3.
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A OMS destaca que o controle da doença “requer coordenação e cooperação em nível internacional para compreender o alcance do surto, coordenar as medidas de vigilância, prevenção e resposta, ampliar e reforçar as operações e garantir a capacidade para aplicar medidas de controle”.




