O número de mortos pelos terremotos na Venezuela chegou a 1.943, segundo as autoridades venezuelanas. As operações de resgate seguem no 6º dia após os dois primeiros abalos, registrados na noite de quarta-feira (24). Esses tremores foram os mais intensos registrados no território venezuelano em mais de 100 anos.
Ao todo, 6.461 pessoas foram retiradas dos escombros com vida, conforme balanço das autoridades locais. O governo venezuelano também informou que 12 pessoas foram encontradas sob os destroços. O chefe do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão da presidente Delcy Rodríguez, divulgou os dados pouco antes das 15h.
Dimensão da tragédia
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima cerca de 50 mil desaparecidos. Os tremores teriam afetado mais de 6 milhões de pessoas, segundo estimativa da Organização Internacional para as Migrações (OIM) — número ainda provisório.
Os danos materiais também são expressivos. Com base em imagens de satélite, uma avaliação preliminar conduzida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontou prejuízos da ordem de US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,68 bilhões). O número é preliminar e pode mudar.
Especialistas em resposta a desastres apontam que o intervalo entre 48 a 72 horas depois de um terremoto representa o período mais crítico para localizar sobreviventes.
Novos tremores após os abalos iniciais
Depois dos dois primeiros terremotos na quarta (24), a região continuou a registrar atividade sísmica. Na sexta-feira (26), um terceiro tremor foi registrado com magnitude parecida à do abalo de segunda.
Na manhã de domingo (28), dois novos abalos foram sentidos, com magnitudes de 4,2 e 4,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Na segunda-feira (29), um tremor de magnitude 4,6 atingiu Caraballeda, com epicentro situado aproximadamente 30 km distante da capital Caracas, de acordo com o mesmo órgão americano.




