Em publicação feita na segunda-feira (29) em sua rede social, o Truth Social, Donald Trump cobrou uma redução imediata nos preços da gasolina pelos postos de combustível dos Estados Unidos.
Trump afirmou que o petróleo está cotado a US$ 68 por barril e em queda, e que esse movimento deveria se refletir nas bombas. Ele acusou os varejistas de combustível de praticar abusos nos preços e fixou uma meta clara: US$ 2,50 por galão, o equivalente a cerca de 3,78 litros.
“Os varejistas de gasolina devem reduzir seus preços IMEDIATAMENTE! Eles estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 e com o barril e em queda”, escreveu Trump. “Se os varejistas não fizerem isso, grandes problemas virão. Comecem a mirar em torno de US$ 2,50 por galão”, acrescentou.
A declaração desta segunda não é isolada. Na semana passada, Trump já havia instruído o Departamento de Justiça dos EUA a investigar empresas do setor de combustível. A medida reforça a pressão do governo sobre o mercado de energia.
O contexto político também pesa. Em novembro, Trump e seus colegas republicanos buscam manter a maioria no Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato, e o preço da gasolina é um dos termômetros mais sensíveis da popularidade de qualquer governo americano.
O que aconteceu com o petróleo
A cotação do petróleo disparou no fim de fevereiro depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, o país persa atacou Israel e nações do Golfo. O conflito fez o preço do barril subir e pressionou os combustíveis em todo o mundo.
Firmado em abril e depois renovado, o cessar-fogo entre EUA e Irã não impediu que Washington e Teerã continuassem trocando acusações de violações do acordo. A aproximação diplomática entre as duas capitais, porém, trouxe alívio recente nos preços, com o petróleo retornando ao patamar anterior ao início do conflito.
Agora, com o barril mais barato, Trump cobra que o consumidor americano sinta essa diferença no bolso, e ameaça quem não repassar a queda.




