O Estado do Rio de Janeiro agora conta com um comitê estadual de enfrentamento dos efeitos do El Niño, que busca monitorar, prevenir e dar respostas imediatas aos impactos dele.
Conhecido pela população fluminense, o El Niño é um fenômeno que esquenta as águas do Pacífico e por consequência aumenta as temperaturas no Rio. A atuação dele já começa nos próximos meses, o que indica um final de inverno mais quente do que o normal. Mas a maior preocupação para a gestão do estado é a possibilidade de aumento de chuvas, o que pode causar enchentes nas áreas mais vulneráveis já que o El Niño é associado ao aumento de eventos climáticos extremos.
O Comitê vai usar as estruturas administrativas que já existem, e reunir 18 órgãos e entidades estaduais sob a coordenação da Defesa Civil. Em conjunto, eles vão monitorar estiagens prolongadas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar, incêndios florestais, e principalmente reflexos sobre a saúde pública, os recursos hídricos, o sistema energético, a agropecuária e as populações em situação de maior vulnerabilidade.
Será implementada a Sala de Situação do El Niño, vinculada à Secretaria de Defesa Civil, para fazer o acompanhamento dos indicadores climáticos, meteorológicos, hidrológicos, ambientais e operacionais em todo o estado. E serão quatro câmaras técnicas permanentes, que vão vão elaborar estudos, protocolos, planos de ação e recomendações técnicas específicas para cada área de análise.




