A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se a diarista suspeita de envolvimento na morte de dois idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, pode ter feito outras vítimas. A nova frente de apuração foi informada pelo delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio.
A principal linha de investigação do caso é latrocínio, roubo seguido de morte.
Segundo a polícia, a suspeita estava com pelo menos 40 comprimidos de clonazepam. O laudo pericial também confirmou a presença da substância no sangue das vítimas, o que reforça a suspeita de que os idosos tenham sido dopados antes da subtração de bens da residência.
Polícia apura possível atuação contra outras pessoas
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a apurar se a investigada pode ter praticado crimes semelhantes contra outras pessoas.
De acordo com Gustavo Barletta, os elementos reunidos até agora indicam a possibilidade de atuação criminosa habitual.
“Já existe a possibilidade, agora com as investigações amadurecidas, de que ela também já tenha praticado esse mesmo delito contra outras pessoas”, afirmou o delegado.
A investigação segue em andamento para identificar se há outras vítimas e se o mesmo modo de ação teria sido usado em outros casos.
Laudo confirmou clonazepam no sangue dos idosos
O laudo pericial ficou pronto nesta sexta-feira (03/07) e confirmou vestígios de clonazepam no sangue das duas vítimas.
Segundo o delegado, esse resultado reforça a hipótese de que a suspeita teria ido à residência com a intenção de dopar os idosos para reduzir a capacidade de reação deles e subtrair bens do imóvel.
A investigada havia dito à polícia que também teria ingerido o medicamento. No entanto, de acordo com Barletta, exames feitos nela não encontraram vestígios de clonazepam no sangue nem na urina.
Para a polícia, a contradição é um ponto relevante da investigação.
Suspeita estava com 40 comprimidos
Outro elemento apontado pela Polícia Civil é que a investigada estava com pelo menos 40 comprimidos de clonazepam.
O medicamento, associado ao resultado do laudo nas vítimas e à ausência da substância no organismo da suspeita, é tratado pela investigação como indício importante sobre a dinâmica do crime.
A polícia apura se o remédio teria sido usado para dopar os idosos antes do roubo.
Bens foram recuperados
Durante as diligências realizadas ao longo da semana, a Polícia Civil recuperou relógios, cordões e dinheiro em espécie que pertenciam às vítimas.
Os bens foram restituídos. A polícia também investiga as circunstâncias da aquisição de joias e relógios para verificar se houve receptação.
Motorista de aplicativo foi identificado
A Polícia Civil também identificou o motorista que transportou a investigada após o crime.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, trata-se de um motorista de aplicativo que, a princípio, não tem relação com o caso. Ele teria apenas aceitado uma corrida e levado a investigada até a região Central de Belo Horizonte.
Suspeita foi presa durante a semana
A investigada foi presa na quarta-feira (01/07), após uma série de diligências realizadas pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio.
Desde então, a Polícia Civil afirma ter avançado em diferentes frentes da investigação, incluindo a análise pericial, a recuperação de bens e a apuração sobre possível participação de outras pessoas.




