O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, minimizou neste domingo (05/07) o desfile de supremacistas brancos realizado em Washington no dia anterior. Em declaração à CNN, ele disse discordar do que o grupo defende, mas defendeu o direito de manifestação com base na liberdade de expressão.
O grupo em questão é o Patriot Front, organização neofascista fundada por Thomas Rousseau. Nessa sexta-feira (04/07), Dia da Independência dos EUA, integrantes mascarados da organização tomaram o metrô da capital americana, concentraram-se nas proximidades da estação ferroviária Union Station e, de acordo com testemunhos, avançaram em direção ao Congresso dos EUA. Os manifestantes vestiam calças e bonés cáqui e camisas azul-escuro.
Leia mais: Avião capota em rio perto de Manhattan; ninguém se fere
Burgum, membro do governo de Donald Trump, reconheceu o caráter ofensivo do grupo, mas recusou condená-lo politicamente. “O que eles defendem é algo com que eu jamais poderia concordar. Mas um dos princípios fundamentais dos Estados Unidos, que torna a democracia bagunçada, é a liberdade de expressão”, afirmou à CNN.
Leia mais: Incêndio atinge Ponte do Brooklyn durante show de fogos nos EUA
O secretário foi além. “Há muitas coisas que vejo que, pessoalmente, eu poderia considerar ofensivas e condenáveis. Mas, nos Estados Unidos, a liberdade de expressão é permitida”, declarou. Ele também disse: “Estamos em um país onde alguém pode se candidatar e ser eleito declarando-se comunista, ainda que isso seja justamente contra o que nossa nação tem combatido”.
A liberdade de expressão nos EUA é protegida pela Primeira Emenda da Constituição americana, em resumo, o Estado não pode punir discursos apenas por seu conteúdo, mesmo que sejam considerados ofensivos. Isso não impede, porém, que autoridades os condenem publicamente. Na prática, a postura de Burgum evitou qualquer repúdio direto ao grupo por parte do governo federal americano.




