A União Europeia vai endurecer as regras para a importação de aço. A partir desta terça-feira (30/06), entra em vigor um novo regime tarifário que, de acordo com a Comissão Europeia, corta em 47% a quantidade de aço estrangeiro admitida sem encargos adicionais.
O novo teto anual para importações isentas de tarifas é de 18,3 milhões de toneladas, distribuídas entre 26 categorias de produtos siderúrgicos. Volumes acima desse limite ficam sujeitos a uma alíquota de 50%.
O sistema anterior, criado durante o primeiro mandato de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, cobrava 25% sobre embarques acima das cotas. A Comissão Europeia justifica o endurecimento com dois problemas: o excesso de produção de aço no mundo, que pressiona os preços internacionais para baixo, e práticas de dumping, quando países vendem produtos abaixo do custo para ganhar mercado.
“O persistente excesso de capacidade no setor siderúrgico continua sendo um grave problema e segue distorcendo os mercados internacionais”, afirmou a Comissão Europeia.
As usinas europeias operam hoje com apenas 65% da capacidade. Desde 2008, o setor perdeu cerca de 100 mil empregos no bloco, de acordo com a Comissão Europeia. Na prática, isso significa que fábricas fecharam e trabalhadores ficaram sem emprego porque o aço importado chegava mais barato.
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Como as cotas serão divididas
A cota total será dividida em duas partes iguais. Metade fica reservada a países que têm acordos de livre comércio com a UE. A outra metade fica aberta a todos os parceiros comerciais do bloco.
Conforme a Comissão Europeia, nações que mantêm acordos de livre comércio com o bloco sofrerão um impacto menor do que a média de 47% no acesso ao mercado europeu — ou seja, perdem menos espaço do que os demais exportadores.
Segundo a Comissão Europeia, boa parte dos parceiros comerciais já aceitou provisoriamente a redistribuição das cotas. As principais origens do aço importado pela UE em 2025 incluem Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.
Para o consumidor e para a indústria europeia, a mudança pode alterar o preço de produtos que usam aço como matéria-prima, de automóveis a eletrodomésticos. O encarecimento do aço importado tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva.
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