A defesa de Jairo Souza Santos Junior pediu à Justiça que anule ou reconsidere a decisão que autorizou a quebra do sigilo dos dados de um celular apreendido na unidade prisional onde ele está custodiado.
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Os advogados sustentam que o aparelho foi encontrado após o julgamento do Tribunal do Júri, não tem relação com a ação penal e que a apuração deve ocorrer no âmbito da execução penal.
A defesa também alega que não há comprovação de que o telefone pertencia ao réu e critica a autorização para que a extração dos dados seja feita pelo laboratório de inteligência cibernética do Ministério Público, e não por um órgão oficial de perícia.
Na petição, a defesa afirma ainda que o pedido do Ministério Público configura uma “investigação exploratória”, sem indicação de conversas, pessoas ou fatos específicos que justifiquem a quebra do sigilo do aparelho. Por isso, pede que a decisão seja anulada ou suspensa até o julgamento do recurso.
O celular foi apreendido na última quarta-feira (1º), durante uma revista de rotina realizada por policiais penais no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
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Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o aparelho foi encontrado em uma das celas da unidade onde Jairo está preso. Após a apreensão, o Ministério Público solicitou à Justiça a quebra do sigilo dos dados do telefone. O pedido foi autorizado e agora é alvo da contestação apresentada pela defesa.
Jairo Souza Santos Junior está preso por ser acusado de matar o enteado, Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021. Em junho deste ano, ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
O julgamento durou dez dias e foi o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense.




