Prefeito de Nova Iorque diz que Egito foi “roubado” contra a Argentina na Copa do Mundo

Zohran Mamdani repercutiu arbitragem polêmica de partida válida pelas oitavas de final do torneio, realizada na última terça-feira (07/07)

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O prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani
(Foto: NYCMayor via X)

A polêmica arbitragem do jogo entre Argentina e Egito, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, repercutiu até em um discurso do prefeito de Nova Iorque (EUA), Zohran Mamdani. Nesta quarta-feira (08/07), durante o anúncio da implantação de corredores de ônibus, o político saiu em defesa da seleção africana e declarou que “o Egito foi roubado”.

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Durante sua fala, o prefeito de Nova Iorque listou o que significaria para os nova-iorquinos ficar menos tempo no trânsito (redução estimada de seis minutos), e incluiu a repercussão da vitória da Argentina sobre o Egito, de virada, por 3 a 2, em Atlanta (EUA).

“Significa concordar com seus amigos que o Egito foi roubado ontem”, declarou Mamdani, sendo aplaudido pelo público presente.

Mais adiante, ao ser questionado sobre o que faria com o tempo reduzido de trânsito, o prefeito voltou a citar a arbitragem de Argentina x Egito. “Com os meus seis minutos extras, eu provavelmente ficaria só revendo os lances de ontem em que o Egito foi roubado… sabe como é, é só chamar o VAR”, comentou, imitando o gesto da arbitragem de vídeo.

Na partida, o Egito abriu o placar e ampliou a vantagem no segundo tempo, mas teve um gol anulado pela arbitragem de vídeo. A Argentina virou para 3 a 2 nos acréscimos, mas o último gol foi contestado pelo Egito por uma suposta falta dentro dentro da área não marcada no início da jogada, o que configuraria pênalti para a seleção africana.

Egito protesta e aciona Fifa

Federação Egípcia protocolou na Fifa uma reclamação oficial direcionada ao árbitro François Letexier e à sua equipe de assistentes, questionando dois episódios que, na perspectiva egípcia, alteraram o desfecho do jogo contra a Argentina.

A contestação se concentra em dois momentos específicos. No primeiro, aos 12 minutos do segundo tempo, o atacante Zico marcou, mas o árbitro invalidou o gol sob o argumento de que Attia havia cometido falta sobre Lisandro Martínez antes da conclusão. No segundo episódio, a Federação alega que Julián Álvarez cometeu falta em Mohamed Salah dentro da área, lance que não foi punido com pênalti. No ataque seguinte, Enzo Fernández converteu o gol que garantiu a vitória argentina.

Hossam Hassan, técnico egípcio, foi categórico na zona mista após a eliminação e denunciou manipulação no jogo. “Não vou acompanhar nenhum jogo da Copa do Mundo a partir de hoje. Isso é um protesto contra a injustiça a que fomos submetidos hoje”, declarou.

Autor do segundo gol egípcio, Mostafa Zico detonou a arbitragem do francês François Letexier.

“O árbitro não foi bom, foi injusto. A injustiça dele foi clara. Nos perseguiu desde o início da partida. Não quer que a gente vença. Uma partida direcionada”, protestou na saída do gramado.

“Queria muito dar alegria a eles (torcedores), mas peço desculpas. Não deu. Não foi nossa culpa. Esse árbitro… Parece que essa partida foi direcionada. Estávamos vencendo por 2 a 0, e ele vindo para cima da gente. Parabéns à Argentina por mais uma Copa do Mundo, pelo jeito“, emendou o atacante.

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