Técnico do Egito acusa manipulação para favorecer Messi na Copa; veja a declaração

Técnico Hossam Hassan disse que a partida foi manipulada e anunciou que não vai mais acompanhar jogos da Copa do Mundo 2026

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(Foto: REUTERS/Paul Childs)

Hossam Hassan, técnico do Egito, foi categórico na zona mista após a eliminação diante da Argentina nas oitavas da Copa do Mundo 2026: denunciou manipulação no jogo. A seleção egípcia, que chegou a estar vencendo por 2 a 0, acabou derrotada por 3 a 2 nesta terça-feira (07/07).

O técnico ainda anunciou que não vai mais acompanhar nenhum jogo do torneio. “Não vou acompanhar nenhum jogo da Copa do Mundo a partir de hoje. Isso é um protesto contra a injustiça a que fomos submetidos hoje”, declarou Hassan.

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A polêmica com o árbitro

O árbitro francês Francois Letexier foi o alvo central das críticas egípcias. No primeiro tempo, ele marcou um pênalti para a Argentina considerado discutível por Hassan e pelos jogadores. Messi cobrou e desperdiçou.

No início da segunda etapa, aos 12 minutos, Mostafa Zico marcou, mas o árbitro Letexier recorreu ao VAR e cancelou o gol. A razão apontada foi uma falta cometida pelo egípcio Attia sobre Lisandro Martinez.

Zico também falou após o jogo e denunciou intimidação por parte do árbitro. “O árbitro não foi justo. É claro e evidente que foi injusto. Estávamos jogando demais, o time inteiro desde o começo do jogo e ele (árbitro) estava vindo para cima da gente. Não dá para ser assim”, afirmou o atacante.

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A virada argentina

Apesar da anulação, o Egito seguiu pressionando. Zico voltou a marcar em seguida, e desta vez o árbitro confirmou o tento, levando o placar a 2 a 0 em favor dos africanos — resultado que parecia encaminhar a classificação egípcia.

Mas na reta final, a Argentina reagiu. Romero, Messi e Enzo Fernandez marcaram os três gols que viraram o jogo para 3 a 2 e garantiram a classificação argentina.

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Acusação à Fifa e cartão por gesto antirracismo

No fim da partida, Hassan fez um gesto antirracismo e recebeu cartão amarelo. A punição aumentou a revolta do técnico, que foi além das críticas à arbitragem.

Ele acusou a Fifa de querer manter a Argentina e Messi na competição por razões comerciais. “Fomos melhores, mas o futebol é injusto. Talvez eles queiram manter o campeão mundial e Messi na Copa do Mundo por motivos de marketing”, disse Hassan.

O técnico também questionou o sentido de convidar seleções para o torneio. “Vou dizer o que penso independentemente das consequências. Esta foi claramente uma partida manipulada e o mundo inteiro viu isso”, afirmou.

E completou: “E quero dizer mais uma coisa: se eles querem tanto que a Argentina vença, por que chamam todo mundo para vir e participar?”

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