Flávio diz que Lula “lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos”

Senador afirma que presidente coloca a ideologia acima dos interesses do Brasil durante viagem aos EUA para discutir tarifas; governo brasileiro não participou da audiência pública do USTR

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O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifestou em live sobre a prisão do pai e atacou Moraes. (Foto: Reprodução/YouTube)
Foto: Reprodução/Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos” ao criticar a condução da política externa brasileira. A declaração foi feita durante uma transmissão na internet, após sua participação, nesta terça-feira (07/07), em uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pelas negociações comerciais internacionais do país.

Segundo Flávio, sua viagem aos Estados Unidos teve como objetivo defender os interesses brasileiros diante da possível imposição de novas tarifas comerciais e também contestar a atuação do governo Lula nas relações com Washington.

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“Vim [aos Estados Unidos] proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo tá vendo o vexame que tá sendo o Lula na parte internacional, alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos, faz questão de dizer que é antiamericano (…) Alguém que tem uma posição ideológica, que é diferente da minha, obviamente, mas ele faz uma coisa que eu jamais faria, que é colocar a ideologia acima dos interesses do povo. É isso que ele tá fazendo. Ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos“, afirmou o senador.

Durante a audiência, Flávio também defendeu um acordo de tarifa zero para etanol e açúcar entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, a possibilidade de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exige uma atuação técnica e política.

“Já é uma coisa que está todo mundo falando. Então, assim, cabia a mim fazer uma defesa técnica, mas também política”, disse. A decisão do governo americano sobre a adoção de tarifas adicionais está prevista para o dia 15 de julho.

Flávio participou da audiência acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

Governo não participou da audiência

O governo federal optou por não se inscrever para falar nas audiências públicas promovidas pelo USTR. Representantes da Embaixada do Brasil em Washington acompanharam a sessão apenas como observadores.

Segundo o Palácio do Planalto, o canal adequado para tratar das questões comerciais são as negociações técnicas e diplomáticas, e não as audiências públicas. O governo brasileiro também apresentou uma resposta formal à investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.

Na manifestação enviada às autoridades americanas, o governo sustenta que a tarifa aplicada ao etanol brasileiro segue as mesmas regras adotadas para outros países que não possuem acordos preferenciais com os EUA, não configurando discriminação contra os americanos.

Já o governo dos Estados Unidos argumenta que o Brasil interrompeu, em 2017, um tratamento tarifário considerado equilibrado para o etanol.

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