A seleção do Egito decidiu manter Hossam Hassan no comando técnico mesmo após a eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A Federação Egípcia de Futebol aprovou a extensão do vínculo do treinador, conforme anunciou o presidente da entidade, Hany Abo Rida. O contrato do diretor Ibrahim Hassan também foi renovado.
“A decisão foi tomada como parte do compromisso do Conselho em dar continuidade ao projeto técnico da seleção nacional e construir sobre as conquistas históricas alcançadas pelo futebol egípcio no período recente”, comunicou a federação.
Pesou para a decisão a melhor campanha da história do Egito em Mundiais. Pela primeira vez, a seleção africana chegou às oitavas de final, após ter eliminado a Austrália na segunda fase do torneio. Contra a Argentina, chegou a abrir 2 a 0, mas a seleção sul-americana virou o jogo.
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Para a Federação Egípcia de Futebol, a culpa pela eliminação não foi do técnico, mas de decisões questionáveis da arbitragem. A entidade enviou uma queixa formal à Fifa contestando a atuação do árbitro François Letexier e de seus assistentes, reclamando de um gol anulado e de um possível pênalti não marcado durante a partida.
Hossam Hassan foi categórico na zona mista após a eliminação e denunciou manipulação no jogo. “Não vou acompanhar nenhum jogo da Copa do Mundo a partir de hoje. Isso é um protesto contra a injustiça a que fomos submetidos hoje”, declarou.
A delegação egípcia está prevista para desembarcar no Cairo nesta quinta-feira (09/07). Após o retorno, o Conselho de Administração da Federação Egípcia se reunirá para homologar formalmente a renovação de Hossam Hassan.




