Depois da colisão entre dois helicópteros no Recreio que terminou com a morte de seis pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil começou a discutir, no começo deste mês, a implantação de rotas de voo por instrumentos na cidade.
A proposta é ampliar a segurança dos voos, principalmente em dias de baixa visibilidade, quando os pilotos precisam voar com o auxílio de instrumentos de navegação.
O encontro foi realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil e reuniu representantes de empresas de táxi aéreo, da Petrobras, do Corpo de Bombeiros, de órgãos de segurança pública e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
Durante a reunião, os participantes discutiram como essas rotas podem funcionar e quais informações são necessárias para que os voos sejam feitos com segurança, como dados meteorológicos atualizados e sistemas de navegação por instrumentos.
Entre as medidas também estava o controle sobre a quantidade de helicópteros que podem usar as rotas, para que o planejamento leve em conta a demanda da região.
As propostas apresentadas agora serão analisadas por um grupo técnico responsável por estudar melhorias na segurança das operações com helicópteros.
De acordo com a Anac, o Estado do Rio tem 319 helicópteros registrados. Em 2023, eram 247. O que representa um aumento de 29% em três anos.
A discussão teve início depois da colisão entre dois helicópteros que aconteceu na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Entre as vítimas estavam o cantor norte-americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, além de outras quatro pessoas.




